A BYD confirmou oficialmente que lançará no Brasil o Dolphin G DM-i, um novo hatch híbrido plug-in desenvolvido para disputar espaço no segmento dos carros compactos mais vendidos do país.
O anúncio foi realizado por Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, durante um evento realizado na fábrica da montadora em Camaçari (BA).
Diferentemente do atual Dolphin 100% elétrico, o Dolphin G foi projetado para atrair consumidores que ainda utilizam veículos a combustão, oferecendo uma alternativa eletrificada sem abrir mão da praticidade e da autonomia proporcionadas por um sistema híbrido plug-in.
A previsão é que o modelo seja lançado no mercado brasileiro em 2027, inicialmente importado da China e, posteriormente, produzido em território nacional.
Hatch híbrido chega para disputar o segmento mais competitivo do Brasil
O Dolphin G representa uma mudança importante na estratégia da BYD.
Em vez de focar apenas no mercado de veículos elétricos, a fabricante passa a competir diretamente em um dos segmentos mais relevantes da indústria automotiva brasileira.
Entre os principais concorrentes do novo modelo estão:
- Volkswagen Polo;
- Chevrolet Onix;
- Hyundai i20;
- Honda City Hatchback.
A expectativa é que o hatch seja comercializado por cerca de R$ 130 mil, posicionando-se como uma opção bastante competitiva entre os compactos eletrificados.
Essa faixa de preço pode tornar o Dolphin G um dos primeiros híbridos plug-in a disputar consumidores que tradicionalmente optam por modelos movidos exclusivamente a combustão.

Tecnologia DM-i será adaptada ao etanol
O grande diferencial técnico do novo hatch será a utilização da plataforma DM-i, tecnologia híbrida plug-in desenvolvida pela própria BYD.
Esse sistema combina motor elétrico e motor a combustão para oferecer maior eficiência energética, baixo consumo de combustível e elevada autonomia.
Para o mercado brasileiro, a marca também confirmou que seus futuros híbridos serão adaptados ao uso de etanol, tornando-se modelos flex.
Entre os benefícios esperados da tecnologia estão:
- Maior economia de combustível;
- Redução das emissões de poluentes;
- Possibilidade de rodar no modo totalmente elétrico em trajetos urbanos;
- Maior autonomia em viagens longas;
- Compatibilidade com gasolina e etanol.
Embora as especificações da versão nacional ainda não tenham sido divulgadas, a expectativa é que o Dolphin G mantenha a eficiência já conhecida da linha DM-i.

Produção nacional deve aumentar a competitividade
Após uma fase inicial de importação, o Dolphin G será produzido na fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia.
A nacionalização faz parte da estratégia da fabricante para ampliar sua participação no mercado brasileiro e reduzir os custos relacionados à importação.
Além da diminuição do impacto tributário, a produção local poderá oferecer vantagens como:
- Maior disponibilidade de veículos;
- Redução dos prazos de entrega;
- Possibilidade de ampliar o número de versões;
- Maior competitividade frente aos concorrentes nacionais.
O hatch será um dos principais modelos fabricados na unidade baiana, que se tornará peça-chave na expansão da operação da BYD no Brasil.

Um novo público para a BYD
Apesar de compartilhar o nome com o Dolphin elétrico, o Dolphin G possui uma proposta completamente diferente.
Seu design aposta em linhas mais discretas e tradicionais, aproximando-se do visual dos hatches compactos já consolidados no mercado brasileiro.
A estratégia é conquistar consumidores que desejam migrar para um veículo eletrificado sem abrir mão da praticidade e do estilo familiar dos modelos convencionais.
Com a chegada do Dolphin G e a renovação do Dolphin Mini, a BYD amplia sua atuação tanto no segmento dos elétricos quanto no dos híbridos plug-in, fortalecendo sua presença em uma das categorias de maior volume de vendas do país.
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O lançamento do BYD Dolphin G DM-i marca um novo momento para a fabricante chinesa no Brasil. Ao entrar no segmento dos hatches compactos com um modelo híbrido plug-in, a empresa amplia sua estratégia além dos veículos totalmente elétricos e passa a disputar uma das categorias mais importantes do mercado nacional.
Com produção prevista em Camaçari, tecnologia DM-i adaptada ao etanol e posicionamento competitivo, o Dolphin G reúne características que podem atrair consumidores interessados em dar os primeiros passos na eletrificação sem abrir mão da versatilidade dos motores flex. A chegada do modelo também reforça a crescente transformação do mercado automotivo brasileiro, que passa a contar com uma oferta cada vez maior de veículos eletrificados para diferentes perfis de uso.

















